{"id":2596,"date":"2018-10-10T11:35:45","date_gmt":"2018-10-10T15:35:45","guid":{"rendered":"https:\/\/opanlcom-cp6.wordpresstemporal.com\/JID\/?page_id=2596"},"modified":"2018-10-10T11:35:47","modified_gmt":"2018-10-10T15:35:47","slug":"historia-de-la-casa-del-soldado","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/jid.org\/pt\/historia-de-la-casa-del-soldado\/","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria da Casa do Soldado"},"content":{"rendered":"<p>A mans\u00e3o da Sixteenth Street foi inaugurada em 1906, sendo sua primeira propriet\u00e1ria a Sra. Mary Foote Henderson. Dessa data at\u00e9 o presente ocorreram acontecimentos pitorescos que enriqueceram sua hist\u00f3ria, como, por exemplo, que foi utilizado pela administra\u00e7\u00e3o do presidente Roosevelt; e ocupada pela fam\u00edlia Straus que trabalhou neste governo. Quando os Straus deixaram o gabinete e o \u201cPal\u00e1cio Rosa\u201d, como era ent\u00e3o chamada a Mans\u00e3o da Rua 16, foi posteriormente ocupado por outra personalidade do Gabinete do Governo at\u00e9 1910. Posteriormente, esta resid\u00eancia ficou desabitada durante aproximadamente dois anos. Neste per\u00edodo, o arquitecto George Oakley Totten, Jr, projectou e construiu, por ordem dos seus propriet\u00e1rios, o prolongamento norte, mantendo o estilo original do casar\u00e3o. A Sra. Field morou no Pink Palace at\u00e9 os 84 anos. Quando ele morreu em 1937, a casa foi herdada por sua sobrinha Catherine Spencer Hed\u00ed Beveridge, vi\u00fava do senador de Indiana, Sr. Albert Beveridge.<\/p>\n<p>A Sra. Beveridge vendeu a propriedade para o Cap\u00edtulo da Ordem da Estrela do Leste do Distrito de Columbia em 1939.<\/p>\n<p>Esta encomenda, sete anos depois, vendeu o Pink Palace em janeiro de 1946, para a Sra. Loraine Boley Ingersoll, esposa do Dr. A Sra. Ingersoll alugou a mans\u00e3o \u00e0 Comiss\u00e3o Econ\u00f3mica Belga durante dois anos e depois a interesses privados.<\/p>\n<p>Na d\u00e9cada de 1980 o casar\u00e3o foi reformado, foram feitos reparos estruturais, foi constru\u00eddo um anexo e o exterior rosa foi alterado para uma fachada em marfim que permanece at\u00e9 hoje. Desde ent\u00e3o, \u00e9 sede da JID e foi chamada de \u201cCasa do Soldado\u201d, como \u00e9 conhecida at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>Na Casa do Soldado, quatro dos cinco \u00f3rg\u00e3os da Junta Interamericana de Defesa (JID) realizam seu trabalho. Somente o Col\u00e9gio Interamericano de Defesa (CID) desenvolve suas atividades fora deste edif\u00edcio, especificamente no Forte Lesley McNair, do Ex\u00e9rcito dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A Junta Interamericana de Defesa foi criada por \u00f3rg\u00e3os que constituem os antecedentes diretos dos \u00f3rg\u00e3os pol\u00edticos da atual Organiza\u00e7\u00e3o. A sua cria\u00e7\u00e3o foi realizada no \u00e2mbito do nascente sistema de seguran\u00e7a coletiva no \u00e2mbito da Segunda Guerra Mundial. Neste contexto, o Conselho tem a incumb\u00eancia de atuar como \u00f3rg\u00e3o preparat\u00f3rio da leg\u00edtima defesa coletiva. Os Estados tamb\u00e9m consideram que a Junta \u00e9 uma organiza\u00e7\u00e3o \u00fatil para o interc\u00e2mbio de opini\u00f5es e pontos de vista sobre assuntos militares e para promover a estreita colabora\u00e7\u00e3o entre as for\u00e7as armadas dos Estados do Hemisf\u00e9rio.<\/p>\n<p>Neste contexto, em 1939 foi comemorado o 1\u00ba. Reuni\u00e3o de Consulta dos Ministros das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores do Panam\u00e1 para discutir temas relacionados com a defesa do hemisf\u00e9rio.<\/p>\n<p>Em 1940 viu-se a necessidade de desenvolver o 2\u00ba. Reuni\u00e3o de Consulta dos Chanceleres em Havana, ap\u00f3s a invas\u00e3o pela Alemanha dos Pa\u00edses Baixos e da Fran\u00e7a, o que causou a preocupa\u00e7\u00e3o dos Estados Americanos quanto \u00e0 eventualidade de uma reivindica\u00e7\u00e3o alem\u00e3 sobre as col\u00f4nias na Am\u00e9rica dos pa\u00edses invadidos. Esta situa\u00e7\u00e3o deu origem \u00e0 Declara\u00e7\u00e3o \u201ca inviolabilidade do territ\u00f3rio, da soberania ou da independ\u00eancia pol\u00edtica de um Estado americano seria considerada um ato de agress\u00e3o contra todos\u201d.<\/p>\n<p>Dois dias ap\u00f3s o ataque a Pearl Harbor (7 de dezembro de 1941), o governo do Chile, atrav\u00e9s de um telegrama do seu Ministro das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores dirigido ao Presidente do Conselho de Administra\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Pan-Americana, solicitou uma consulta com os demais governos sobre \u201ca conveni\u00eancia de convocar com urg\u00eancia uma Terceira Reuni\u00e3o de Consulta dos Ministros das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores das Rep\u00fablicas Americanas para considerar a situa\u00e7\u00e3o ocorrida e adotar as medidas mais adequadas que exijam a solidariedade de nossos povos e a defesa do hemisf\u00e9rio. .\u201d<\/p>\n<p>O governo dos Estados Unidos, por sua vez, em 10 de dezembro de 1941, deu a conhecer \u00e0 Uni\u00e3o Pan-Americana o memorando apresentado aos Ministros das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores das Rep\u00fablicas Americanas em sentido semelhante ao da proposta chilena: \u201cEm diante desta situa\u00e7\u00e3o, que constitui uma amea\u00e7a \u00e0 paz, \u00e0 seguran\u00e7a e \u00e0 futura independ\u00eancia do Hemisf\u00e9rio Ocidental, uma consulta urgente entre os Ministros das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores parece muito conveniente. A comunica\u00e7\u00e3o \u00e0 Uni\u00e3o Pan-Americana inclu\u00eda uma proposta para que a referida reuni\u00e3o ocorresse no Rio de Janeiro na primeira semana de janeiro e um anexo com uma Agenda.<\/p>\n<p>Uma Comiss\u00e3o Especial Encarregada de Preparar a Terceira Reuni\u00e3o de Ministros das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores das Rep\u00fablicas Americanas estudou as refer\u00eancias propostas, bem como outras sugest\u00f5es apresentadas pelos governos do Chile, Bol\u00edvia, Col\u00f4mbia, Peru, Equador e Venezuela. Em 16 de dezembro de 1941, foi proposto ao Conselho Diretor que aprovasse as propostas do governo dos Estados Unidos e que a sess\u00e3o inaugural do Encontro ocorresse em 13 de janeiro de 1942.<\/p>\n<p>O Conselho Diretor aprovou as recomenda\u00e7\u00f5es da referida Comiss\u00e3o (17-XII-41) com as quais o programa da II Reuni\u00e3o de Consulta tratou dos seguintes temas: I. Prote\u00e7\u00e3o do Hemisf\u00e9rio Ocidental e II. Solidariedade Econ\u00f3mica. Foi ent\u00e3o que nasceu a proposta de cria\u00e7\u00e3o da Junta Interamericana de Defesa pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos da Am\u00e9rica e apareceu na Agenda da Delega\u00e7\u00e3o da referida Rep\u00fablica para a Terceira Reuni\u00e3o de Consulta dos Ministros das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores realizada no Rio de Janeiro em 1942.<\/p>\n<p>No final de Dezembro de 1941 e in\u00edcio de Janeiro do ano seguinte, altos funcion\u00e1rios do Secret\u00e1rio de Estado e dos Departamentos de Guerra e da Marinha realizaram uma s\u00e9rie de reuni\u00f5es com o objectivo de definir a referida Agenda.<\/p>\n<p>Em 27 de dezembro de 1941, o Departamento de Estado deu a conhecer ao Ex\u00e9rcito uma c\u00f3pia desse projeto. Em resumo, continha: Primeiro, a invoca\u00e7\u00e3o da declara\u00e7\u00e3o adotada na Confer\u00eancia de Havana, em julho de 1940, intitulada Coopera\u00e7\u00e3o e Assist\u00eancia Rec\u00edproca para a Defesa das Na\u00e7\u00f5es das Am\u00e9ricas; segundo, a cria\u00e7\u00e3o de uma Junta Interamericana de Defesa, integrada por representantes das For\u00e7as Armadas de cada uma das Rep\u00fablicas Americanas, que se reunir\u00e1 em Washington com o prop\u00f3sito de definir e coordenar medidas essenciais de prote\u00e7\u00e3o e defesa; e terceiro, o estabelecimento de Conselhos de Defesa regionais, semelhantes ao j\u00e1 existente Conselho Conjunto de Defesa EUA-Canad\u00e1 e \u00e0 projectada Comiss\u00e3o Conjunta de Defesa EUA-M\u00e9xico.<\/p>\n<p>Em 3 de janeiro de 1942, por sua vez, o Ex\u00e9rcito e a Marinha, atrav\u00e9s do General Marshall e do Almirante Stark, deram a conhecer ao Sr. Summer Welles, Subsecret\u00e1rio de Estado e Chefe da Delega\u00e7\u00e3o Americana, ao encontro no Rio de Janeiro, os objetivos de seus respectivos departamentos. Nesse sentido, o pedido do Chefe do Estado-Maior General foi:<\/p>\n<ol>\n<li>Declara\u00e7\u00e3o de guerra de todas as rep\u00fablicas americanas a todos os membros do Eixo.<\/li>\n<li>Se isso n\u00e3o for poss\u00edvel, as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com as pot\u00eancias do Eixo ser\u00e3o rompidas.<\/li>\n<li>Conformidade para permitir a movimenta\u00e7\u00e3o da For\u00e7a A\u00e9rea dos Estados Unidos atrav\u00e9s do territ\u00f3rio de cada uma das Rep\u00fablicas Americanas com comunica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via, desde que seja pratic\u00e1vel, mas sem que isso seja um requisito imperativo.<\/li>\n<li>Acordo de cada uma das Rep\u00fablicas Americanas que ainda n\u00e3o tenha concordado em permitir a entrada em ou atrav\u00e9s de seu territ\u00f3rio e o estacionamento nele de destacamentos essenciais de base, manuten\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00f5es e meteorol\u00f3gicos com equipamentos e elementos pr\u00f3prios instala\u00e7\u00f5es essenciais de seguran\u00e7a para o apoio log\u00edstico \u00e0s aeronaves em opera\u00e7\u00e3o.<\/li>\n<li>Acordo de cada uma das Rep\u00fablicas Americanas para ceder \u00e0s for\u00e7as dos Estados Unidos que entrem ou passem pelos seus respectivos territ\u00f3rios, em conformidade com os acordos acima mencionados, e durante o curso das opera\u00e7\u00f5es em defesa deste hemisf\u00e9rio, a utiliza\u00e7\u00e3o de todas as instala\u00e7\u00f5es que as referidas for\u00e7as exigir.<\/li>\n<\/ol>\n<p>A Marinha, por sua vez, al\u00e9m de concordar com os dois primeiros pontos, solicitou em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s suas pr\u00f3prias necessidades, entre outras coisas:<\/p>\n<ul>\n<li>Seguran\u00e7a naval definida com a colabora\u00e7\u00e3o dos pa\u00edses latino-americanos para proteger suas pr\u00f3prias \u00e1guas.<\/li>\n<li>Uso irrestrito de instala\u00e7\u00f5es portu\u00e1rias para opera\u00e7\u00f5es navais dos EUA.<\/li>\n<\/ul>\n<p>Os Departamentos de Guerra e da Marinha se opuseram \u00e0 cria\u00e7\u00e3o da Junta Interamericana de Defesa e os respectivos Secret\u00e1rios (Stimson e Knox) pensaram ter conseguido persuadir o Presidente Roosevelt a eliminar aquele item da Agenda. As obje\u00e7\u00f5es do Ex\u00e9rcito foram numerosas. Seria um \u00f3rg\u00e3o demasiado grande para conseguir uma ac\u00e7\u00e3o eficaz; Os assuntos militares latino-americanos exigiam a\u00e7\u00e3o imediata e o estabelecimento da Junta consumiria muito tempo; N\u00e3o seria poss\u00edvel discutir planos secretos diante de um \u00f3rg\u00e3o t\u00e3o grande; os membros do Conselho n\u00e3o teriam autoridade para executar as medidas adotadas; O Conselho absorveria o tempo de homens de alto calibre que eram urgentemente necess\u00e1rios para tarefas mais urgentes. Talvez acima de tudo o Departamento de Guerra temesse que os latino-americanos tentassem usar a Junta como um meio de impor as suas exig\u00eancias de muni\u00e7\u00f5es dos EUA.<\/p>\n<p>O Departamento de Guerra tamb\u00e9m se op\u00f4s \u00e0 cria\u00e7\u00e3o das Comiss\u00f5es Regionais. Em vez disso, o Ex\u00e9rcito quis invocar os acordos do Estado-Maior de 1940, revis\u00e1-los e expandi-los conforme necess\u00e1rio nas negocia\u00e7\u00f5es bilaterais. Os acordos bilaterais, sustentaram o General Marshall e os seus assessores, constituem o melhor meio de obter uma coopera\u00e7\u00e3o que ainda n\u00e3o est\u00e1 em vigor. Os acordos bilaterais j\u00e1 existentes ser\u00e3o razoavelmente satisfat\u00f3rios se forem tomadas as medidas necess\u00e1rias para os p\u00f4r em pr\u00e1tica, sem demora, assim que surgir a necessidade.<\/p>\n<p>Apesar das obje\u00e7\u00f5es e da convic\u00e7\u00e3o de Stimson e Knox de terem persuadido o Presidente Roosevelt, Sumner Welles, pouco antes de sua sa\u00edda, insistiu junto ao Presidente sobre a conveni\u00eancia de criar a JID, conseguindo sua decis\u00e3o favor\u00e1vel. Como resultado disso, a cria\u00e7\u00e3o da referida organiza\u00e7\u00e3o foi definitivamente inclu\u00edda na Agenda.<\/p>\n<p>Welles tamb\u00e9m teve que garantir aos Departamentos da Guerra e da Marinha, antes e depois da reuni\u00e3o do Rio de Janeiro, que o Conselho proposto n\u00e3o teria fun\u00e7\u00f5es executivas ou responsabilidades na defesa do Hemisf\u00e9rio e que seu trabalho n\u00e3o interferiria na continuidade dos acordos bilaterais. nos assuntos militares entre os EUA e os seus vizinhos do sul. Para o Departamento de Estado era importante, do ponto de vista pol\u00edtico, fornecer um canal atrav\u00e9s do qual todas as rep\u00fablicas americanas, grandes e pequenas, pudessem apresentar os seus pontos de vista e recomenda\u00e7\u00f5es.<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A mans\u00e3o da Sixteenth Street foi inaugurada em 1906, sendo sua primeira propriet\u00e1ria a Sra. Mary Foote Henderson. 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