No dia 11 de maio, o Capitão Leonel Mariano da Silva Júnior, da Marinha do Brasil, Chefe do Grupo de Monitores Interamericanos de Desminagem Humanitária na Colômbia (GMI-CO), grupo que representa a contribuição da Junta Interamericana de Defesa para a gestão da qualidade das atividades de remoção de minas antipessoal e outros artefatos explosivos em território colombiano, viajou para a costa noroeste do país, acompanhado por uma equipe da imprensa brasileira, para visitar instalações de treinamento dos Fuzileiros Navais da Marinha da Colômbia, bem como uma área onde estão sendo realizadas operações de desminagem humanitária.
A primeira parte da visita ocorreu no Centro de Treinamento e Treinamento para Operações de Paz (CEPAZ), no município de Coveñas, departamento de Sucre. Atualmente, este Centro é responsável pela formação de sapadores, líderes e supervisores desta atividade na Marinha da Colômbia. A delegação interagiu com militares da Marinha do Brasil que ali atuam como instrutores e que, na ocasião, detalharam suas tarefas e demonstraram os procedimentos ensinados para a execução da Técnica de Desminagem Manual, utilizada na limpeza das áreas afetadas.
Na segunda parte da visita, a delegação viajou ao município de El Carmen de Bolívar, Departamento de Bolívar. En esta región visitó uno de los frentes de trabajo de la Armada colombiana, con un operativo de limpieza en curso, reuniéndose con pobladores locales, representantes del Departamento Nacional de la Propiedad Rural y la Alcaldía local, quienes destacaron la importancia de esta actividad humanitaria para a comunidade. Cabe destacar que o Governo da Colômbia está realizando um projeto para formalizar a titulação de terras, após o fim dos conflitos na região, e que, para isso, as propriedades devem estar livres da ameaça de artefatos explosivos.
No período entre 2003 e 2023, a Colômbia já desminou 17.041.761 m² e destruiu 22.912 minas antipessoal, 1.049 utilizaram munições não detonadas e 1.476 dispositivos explosivos improvisados. Considerando a quantidade de artefatos explosivos localizados e destruídos, estima-se que mais de 25 mil vidas foram salvas.
Desde a sua criação em 2006, o GMI-CO tem apoiado os esforços das autoridades colombianas para reduzir os efeitos dos dispositivos, que penalizam a população do país há mais de cinco décadas, como parte do Programa de Ação Integral contra Minas Antipessoal da Organização de Estados Americanos. Atualmente, o Grupo é formado por Oficiais da Marinha do Brasil, Exército Brasileiro e Exército Mexicano. Paralelamente, o programa de desminagem humanitária da Marinha da Colômbia é apoiado por oficiais e suboficiais da Marinha do Brasil desde 2015, atualmente operando sob os auspícios de um acordo bilateral entre os Ministérios da Defesa dos dois países.





