No âmbito da celebração do Dia Internacional da Mulher, a Junta Interamericana de Defesa (JID) e a Comissão de Segurança Hemisférica da Organização dos Estados Americanos (CSH/OEA) realizaram uma importante reunião no dia 7 de março sobre a inegável importância do trabalho levada a cabo por mulheres nas Forças Armadas e na segurança hemisférica. Mais do que uma celebração, o encontro representa um compromisso renovado das instituições em integrar e valorizar o papel das mulheres em ações transformadoras, tanto na sociedade como nas instituições militares.
Desta forma, a JID e a CSH estão alinhadas com os compromissos relevantes da OEA e da ONU em favor da integração das mulheres em todas as áreas da atividade humana e nos níveis de tomada de decisão. Esta iniciativa baseia-se na convicção de que a segurança e a defesa, tanto conceptualmente como como funções estratégicas dos Estados, continuarão a evoluir a par do pensamento político e estratégico de cada país e serão reforçadas pela influência das mulheres.
Em seu discurso no evento, o Brigadeiro-General Marco Antonio Álvarez Reyes, Presidente do Conselho de Delegados da JID, destacou o valor do papel da mulher como componente essencial nos processos de defesa e segurança do hemisfério, contribuindo de forma única e vital contribuições para a prevenção e resolução de conflitos e para a consolidação da paz. “Hoje reunimo-nos com o firme propósito de homenagear o trabalho de todas as mulheres que também contribuem para a segurança e defesa, bem como reafirmar o nosso compromisso com a igualdade de género. Que este dia seja um lembrete de que mulheres e homens podem construir um futuro igualitário e inclusivo”, disse ele.
Entre os painelistas internacionais que compartilharam seus conhecimentos, lições e experiências sobre este importante tema no evento, a JID foi representada por dois militares:
– Coronel Ivana Mara Ferreira Costa (Exército Brasileiro), que ofereceu informações valiosas sobre como a liderança feminina pode contribuir para abordagens mais empáticas e eficazes para a resolução de conflitos e promoção da paz. Na sua opinião, “a presença feminina nas missões de paz tem sido associada a uma maior capacidade de ganhar a confiança das comunidades locais, especialmente mulheres e crianças, e de promover a inclusão e o diálogo”.
– Sargento-Mor Consuelo Díaz Álvarez (Exército Colombiano), que compartilhou suas experiências sobre “As mulheres no desenvolvimento das instituições de defesa”, enfocando o papel fundamental que as mulheres podem desempenhar na evolução e fortalecimento dessas instituições. Na sua opinião, “a participação das mulheres nas instituições de defesa não só contribui para a igualdade de género, mas também promove a eficácia organizacional ao introduzir diferentes perspectivas e competências”.






